Carboxiterapia para estrias funciona? Respostas para esta e outras 11 questões

carboxiterapia para estrias

 

 

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A carboxiterapia não é bem uma novidade para os profissionais de estética. Aliás, os resultados da injeção de gás carbônico têm muitos entusiastas — principalmente em tratamentos capilares, olheiras, cicatrizes e até mesmo na carboxiterapia para estrias.

 

Por outro lado, o que ela tem de resultados também tem de polêmicas. Pensando em sanar as principais dúvidas a respeito do assunto, a rentalmed chamou o professor Ildo Teixeira para responder 12 perguntas sobre carboxiterapia. 

 

Afinal, carboxi funciona para celulite? É uma boa ideia fazer carboxiterapia para estrias? A associação com radiofrequência é recomendada? Quais os cuidados para aplicação na área dos olhos? Essas são apenas algumas das perguntas respondidas ao longo deste texto.

 

Continue a leitura e saiba mais!

 

12 perguntas sobre carboxiterapia — com Ildo Teixeira

 

#1. Qual a principal indicação da carboxiterapia para a estética? 

O uso da carboxiterapia é bem amplo. Ela pode ser utilizada para tratamentos de celulite, gordura localizada, estrias, cicatrizes de acne, olheiras, etc. Até mesmo na ortopedia ela pode ter ótimos resultados.

 

É claro que nem sempre ela será a terapia principal. Às vezes podemos usá-la em tratamentos enquanto coadjuvante ou potencializadora de outras terapias. Mas podemos afirmar que as principais indicações da carboxiterapia são cicatrizes, aderências e tratamentos capilares.

 

#2. Carboxiterapia funciona para celulite? 

Depende do tipo de celulite. Como a carboxiterapia gera uma vasodilatação e um processo inflamatório no local onde é realizada, o tratamento não é indicado para a celulite inflamatória. No entanto, há outros casos em que ela é uma ótima opção.

 

Para celulites edematosas, fibróticas e flácidas este é um ótimo recurso, visto que a pressão do gás fará uma alteração na malha subcutânea. Porém, como há essas diferenças, é necessário ficar atento a algumas questões, como:

 

  • Saber avaliar corretamente o tipo de celulite (de preferência com auxílio de uma câmera de termografia) e;
  • Saber tratar quadros de celulite mista (que são a maioria). Neste caso, a sugestão é de que primeiro se trate a celulite inflamatória. Depois disso a carboxiterapia pode ser utilizada no tratamento das demais.

 

#3. Carboxiterapia para estrias: deve ser feita? Quais estrias podem ser tratadas com carboxi?

Quando falamos em carboxiterapia para estrias, é preciso deixar claro que não são todas que podem ser tratadas com o método, mas somente as vermelhas — pelo menos em um primeiro momento.

 

Já no caso das estrias brancas, o mais indicado é quebrar e fazer a vascularização antes de entrar com a carboxi. Caso contrário, os resultados tendem a ser bem menores.

 

#4. E quanto às olheiras? Quais podem ser tratadas? 

As vasculares (pela melhora na vascularização do local). Sessões de 5 a 10 minutos de carboxi são bem eficazes neste tipo de olheira.

 

A olheira edematosa também pode ser tratada com a carboxiterapia, mas, nestes casos, os resultados tendem a ser menores. 

 

#5. E quais os cuidados de aplicação na área dos olhos? 

Sabemos que a área dos olhos é mais delicada e, por isso, há cuidados que não se pode dispensar. Os principais são dois:

 

  • Vasos sanguíneos. O profissional que for aplicar o tratamento tem que conhecer bem os vasos e saber onde estão para não aplicar o gás neles e;
  • Distensão da pele. A pele ao redor dos olhos é mais fina e mais fácil de ficar flácida. Então não se pode colocar um excesso de gás e inflar muito a região. Como dica: se o gás injetado não é o suficiente, aguarde dispersar um pouco de gás (a absorção é bem rápida) e aplique mais uma vez.

 

#6. Quanto de CO2 pode ser aplicado em uma sessão? 

Existe muita discussão sobre isso na literatura. Estudos mais antigos falam em 2000 ml, enquanto outros falam em peso.

 

Para uma dinâmica segura, o indicado é tratar o cliente por região. Mesmo que você precise tratar mais de uma área, aplique em diferentes sessões.

 

Dessa forma, se for trabalhar em um interno de coxas, por exemplo, não será utilizado mais que 1500 ml de gás. E isso que estamos falando de 1 litro e meio de gás carbônico, uma quantidade considerável. Na maioria dos casos, nem se precisa de tudo isso.

 

Se esses parâmetros forem mantidos, o tratamento pode ser feito com toda a segurança necessária.

 

#7. O tratamento com carboxiterapia pode causar embolia pulmonar? 

Nas palavras de Ildo Teixeira:

 

“Existe esta abordagem na literatura – mas eu nunca vi nenhum caso. É mais ou menos o que estávamos falando na pergunta anterior: depende da quantidade de gás injetada no cliente. E nós não usamos quantidades de CO2 altas ao ponto de ele não ser absorvido pelo corpo e causar um entupimento dos vasos, ou seja, não há grandes riscos.

 

Até porque, além disso:

  • As injeções, na grande maioria, são feitas na malha subcutânea (não nos vasos) e;
  • O gás é natural – rapidamente absorvido pela hemoglobina (que tem justamente a função de jogá-lo na circulação).

 

Resumindo, deve-se ter cuidado, mas, utilizando os parâmetros estudados, não há perigo”. 

 

#8. Quais cuidados deve-se ter com o gás? 

O primeiro de todos é garantir que a substância utilizada seja um gás carbônico medicinal, com 99,9% de pureza. Estéril. Esta é a diferença entre o medicinal e os outros tipos de CO2.

 

Isso é muito importante porque, se você usar um CO2 de outro tipo, ele provavelmente virá com antígenos (bactérias, fungos, vírus ou até mesmo partículas) e isso poderá gerar problemas no paciente.

 

Outro cuidado que se deve ter é com o uso do equipo. Ele é descartável, de uso único. Se um paciente precisar de 10 sessões, deve-se usar 10 equipos diferentes. Este, inclusive, é um valor que já tem que ser levado em conta quando for calcular o preço do tratamento.

 

#9. Quais são as reações adversas esperadas após o procedimento? 

Reações adversas são aquelas que, apesar de indesejáveis, já são esperadas e que não causam nenhum tipo de problema no procedimento.

 

Na carboxiterapia, pode-se ter ardência no local, coceira, hiperemia e dilatação.

 

#10. Sobre associações: carboxiterapia e cosméticos. Pode ser feita? 

Sempre. Essa é uma associação muito bem-vinda, principalmente nos cuidados home care. O que não é recomendado é fazer massagem no local após a aplicação da carboxiterapia. Afinal, queremos que o gás fique ali: oxidando o local de aplicação.

 

Se a área for massageada, o gás pode se mover e ser absorvido por outro lugar; talvez não o que esteja sendo tratado.

 

#11. Radiofrequência + carboxi: fazem sentido juntas?

Neste caso, não faz muito sentido. Vamos pensar a respeito… A radiofrequência desidrata um pouco o tecido e retrai a fibra de colágeno depois de estimular a proteína de choque térmico (o efeito lifting).

 

Depois disso, você irá aplicar a carboxiterapia, causando uma distensão em um tecido que sofreu desidratação e retenção? Não soa muito interessante, certo?

 

#12. Pode-se aplicar carboxiterapia após o ácido hialurônico? 

Se estivermos falando de preenchimento, é preciso avaliar que, quando se usa preenchedores, não é indicado usar pressão no local, pois isso pode movimentar ou até deformar a região.


“Então, eu nunca vi um estudo sobre essa associação e não aconselho a aplicar a carboxiterapia antes de terminar este prazo do ácido hialurônico”.


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E aí, o que achou das respostas? Tirou suas dúvidas? Com a ajuda do professor Ildo Teixeira, aprendemos mais sobre carboxiterapia para estrias, celulite, olheiras e muitas outras questões relacionadas ao método. 

 

Porém, caso você queira aprender ainda mais — não apenas sobre a carboxiterapia, mas de assuntos diversos relacionados à estética —, saiba que basta ir até o nosso canal no YouTube! 

 

Por lá, você encontrará o quadro mexplicaí, onde o professor Ildo fala a respeito de muitos assuntos que podem ajudar você e sua clínica.

 

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